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2º Congresso do PPL elege diretório nacional e afirma estratégia nacional-desenvolvimentista

Mais empregos e salários, menos juros, investir nas empresas genuinamente nacionais, na ciência e tecnologia de ponta, educação e saúde para todos, nortearam as intervenções das lideranças do Partido

O Partido Pátria Livre (PPL) realizou, em São Paulo, o II Congresso Nacional da agremiação. Depois de realizados congressos estaduais em todas as regiões do país, cerca de 400 dirigentes do Pátria Livre de todo o Brasil lotaram o auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa do Estado, para debater a situação política nacional e os caminhos que o Brasil deve seguir diante da crise dos países imperialistas. O congresso discutiu também a sua estratégia de crescimento, os últimos detalhes para a obtenção do registro definitivo do PPL junto ao TSE, e, no final, elegeu o seu novo diretório e a sua nova executiva nacional.

O encontro foi aberto no sábado com o pronunciamento do presidente nacional do PPL, Sérgio Rubens Torres, que apresentou uma análise política do país com destaque para os episódios mais recentes da conjuntura, entre eles, a redução na taxa de juros e a decisão do governo de elevar a alíquota de IPI para veículos importados ou fabricados no país com menos de 65% de componentes nacionais. Sérgio Rubens chamou a atenção também para a decisão do cancelamento definitivo da 8ª rodada de licitações de blocos de petróleo e gás realizada pela Agência Nacional do Petróleo e suspensa pela Justiça (leia ao lado a íntegra do discurso). Ele destacou o papel desempenhado pelo vice-presidente do PPL, Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), na obtenção deste resultado positivo para o país.

Fizeram parte da mesa do congresso os dirigentes nacionais do partido e representantes dos diversos estados onde a legenda está organizada. Prestigiaram também o encontro do PPL a prefeita do Guarujá Antonieta de Brito (PMDB) e o deputado federal Protógenes Queiros (PCdoB-SP). A prefeita Antonieta Brito saudou os congressistas com entusiasmo e lembrou que os integrantes do Partido Pátria Livre já realizam um belo trabalho político em sua administração na Baixada Santista e que, com a obtenção do registro definitivo do partido, este trabalho “será ainda mais forte e profícuo”. Ela destacou a grande vitória que representou a obtenção das 500 mil assinaturas pelo PPL e disse que os cinco pontos do programa, resumidos nas teses do partido, “são pontos que devem ser assumidos por todos os brasileiros, independente do partido a que pertençam”.

O deputado Protógenes Queiroz saudou os militantes do PPL e destacou que o partido “nasce num momento importante da luta do nosso país contra o imperialismo”. Ele chamou a atenção para o fato do novo partido adotar os símbolos e as cores da Pátria. Disse que é importante o surgimento de um partido com homens “honrados e comprometidos com as causas mais nobres do país”. O parlamentar resgatou a participação conjunta dele e da dirigente do PPL do Paraná, Alzimara Bacelar, na delegação brasileira que tentou visitar a Líbia no início do mês e foi impedida de cumprir sua missão por conta da violenta agressão militar sofrida por aquele país do Norte da África. A delegação denunciou, da Tunísia para todo o mundo, os bombardeios criminosos realizados pela OTAN sobre a população civil da Líbia.

A maioria dos militantes que fez uso da palavra durante os dois dias de congresso criticou as atuais taxas de juros praticadas pelo Banco Central e apontou a necessidade de reduzi-las imediatamente. Foi destacado que os quase 300 bilhões de reais do orçamento que foram desviados de janeiro até agosto deste ano para o pagamento aos banqueiros estão sendo tirados da saúde, da educação e dos investimentos públicos. O vice-presidente do PPL, Carlos Lopes, afirmou em seu discurso, que a chamada “Lei de Responsabilidade Fiscal”, deveria se chamar “Lei de Irresponsabilidade Social”, porque, segundo ele, “esta lei foi criada na época de FHC para determinar que a prioridade do orçamento de qualquer administração, em todos os níveis, seja sempre o pagamento aos banqueiros”.

No final do encontro os congressistas aprovaram as teses discutidas nos dois dias e elegeram a nova direção nacional do partido. Em clima de festa, com a participação destacada da juventude do PPL, o encontro foi encerrado ao som do Hino Nacional brasileiro. Após o encerramento do congresso, o atual secretário nacional de organização, reeleito, Miguel Manso, convocou a reunião do novo diretório nacional para eleger a nova comissão executiva nacional do PPL. Foi decidido também, por sugestão de Miguel Manso, que o partido fará um plantão permanente até a decisão final do pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro definitivo do partido, que deverá ocorrer nos próximos dias.

SÉRGIO CRUZ

 

 
   
     
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